Veja o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o caso da funcionária suspeita de desviar R$ 200 mil de loja, em Goiânia

  • 12/06/2026
(Foto: Reprodução)
Funcionária é suspeita de desviar R$ 137 mil e usar cartão corporativo indevidamente Uma funcionária foi presa suspeita de desviar cerca de R$ 200 mil de uma loja em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, a jovem teria feito transferências bancárias não autorizadas e usado o cartão corporativo da empresa para gastos pessoais. Entenda abaixo o que se sabe e o que ainda falta esclarecer na investigação. Ao g1, a defesa disse que a suspeita não confessou o crime, que a prisão é desnecessária e que solicitou um habeas corpus. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Quem é a suspeita? A suspeita do crime é uma funcionária da loja Ambrô. De acordo com a polícia, ela atuava no setor financeiro da empresa. Qual é a empresa? A empresa é a loja Ambrô, localizada no Setor Marista, em Goiânia. Júlia Galvão, proprietária da empresa, gravou uma série de vídeos se pronunciando sobre o caso e contando como os desvios foram identificados. Em nota, a empresa afirmou que possui ampla documentação, registros financeiros e demais elementos comprobatórios que já foram encaminhados às autoridades e que a operação da empresa segue normalmente (leia a nota na íntegra ao fim do texto). Funcionária suspeita de desviar R$ 200 mil tinha a confiança de empresária Como ocorreu a denúncia? Segundo a polícia, a investigação começou depois que a própria empresa comunicou que a funcionária havia realizado diversas transferências para familiares, no total de R$ 137 mil, além das compras particulares no cartão. Como funcionava? O que se sabe até o momento é que a funcionária realizava transferências bancárias indevidas para contas de familiares, totalizando R$ 137.430,39, além de utilizar recursos do cartão corporativo para compras particulares e aquisição de passagens aéreas, segundo a polícia. A funcionária é investigada por furtos qualificados mediante abuso de confiança, quando o crime é cometido por pessoa que tem a confiança da vítima e acesso aos seus bens. Qual o crime? Em um dos vídeos do pronunciamento, Júlia Galvão disse que a funcionária era uma pessoa da sua confiança, que estava presente em sua vida e que chegou até a participar do casamento dela. “Maior rasteira que já levei na vida”, desabafou. Júlia Galvão se pronunciou sobre supostos desvios cometidos por uma funcionária Reprodução/Instagram de Júlia Galvão e Divulgação/Polícia Civil Quais foram os gastos identificados? A polícia apontou que foram feitos gastos pessoais, como a compra de passagens aéreas. Ao g1, a advogada da empresa, Gilsara Lourenço, disse que entre os gastos estão: pagamento de plano de saúde, salão de beleza, restaurantes e até o dízimo da igreja. De quanto foi o prejuízo? No começo da investigação, a polícia havia apontado desvio de R$ 137 mil, mas posteriormente o valor foi atualizado para R$ 200 mil. De acordo com a representante jurídica da empresa, foram cerca de R$ 137 mil em transferências e R$ 68 mil em compras no cartão. Houve prisão? A suspeita foi presa em flagrante na quarta-feira (3) e teve a prisão convertida em preventiva. De acordo com a Polícia Civil, a mulher havia comprado uma passagem aérea para o Rio de Janeiro e já havia feito o check-in para o embarque. Funcionária é presa suspeita de desviar mais de R$ 130 mil e usar cartão da empresa para comprar passagens aéreas, em Goiânia Divulgação/Polícia Civil O que diz a defesa? Daniele Santos, advogada da funcionária, solicitou o habeas corpus da suspeita, que ainda não havia sido julgado nesta quarta-feira (12). Na ocasião, ela afirmou que a suspeita não iria fugir quando ia viajar, pois a viagem havia sido comprada em março de 2026. Disse ainda que a prisão foi ilegal, pois não houve flagrante e que não há necessidade de medida cautelar extrema, pois a suspeita possui plenos vínculos com o distrito da culpa. Disse ainda que a suspeita não confessou, que não cometeu crime utilizando violência ou grave ameaça e que ela colabora com as autoridades (leia a nota na íntegra ao fim do texto). Qual o valor total desviado? De acordo com o delegado responsável pelo caso, Daniel Marcelino, as investigações financeiras ainda não é possível dizer qual o valor total do furto, pois a investigação financeira não foi concluída. Por quanto tempo os desvios ocorreram? Como a apuração sobre as movimentações financeiras não foi finalizada, ainda não se sabe quando os desvios começaram. Quantas pessoas receberam o dinheiro? A polícia disse que as transferências foram feitas para familiares, mas ainda investiga o destino dos recursos. De acordo com a advogada da empresa, os valores foram transferidos para os pais da suspeita. O dinheiro será recuperado? A polícia ainda apura o rastro do dinheiro e a totalidade do valor desviado, mas não esclareceu se o dinheiro será devolvido. Nota da empresa A Ambrô informa que identificou desvios de recursos financeiros da empresa praticados por uma ex-colaboradora, por meio de transferências, pagamentos e outras movimentações não autorizadas, destinadas ao custeio de despesas e benefícios de caráter pessoal. Após a constatação dos fatos, foram imediatamente adotadas todas as medidas administrativas e legais cabíveis, incluindo o registro de boletim de ocorrência, a apresentação das evidências às autoridades competentes e o acompanhamento integral das investigações pelos órgãos responsáveis. A empresa ressalta que possui ampla documentação, registros financeiros e demais elementos comprobatórios que já foram encaminhados às autoridades e que contribuirão para o completo esclarecimento do caso. Assim, todas as medidas judiciais foram tomadas, ressaltando sempre, a confiança na justiça. A operação da empresa segue normalmente, sem qualquer impacto para clientes, parceiros comerciais, fornecedores ou colaboradores. A Ambrô reafirma seu compromisso com a ética, a transparência e a integridade em todas as suas relações, permanecendo à disposição das autoridades para colaborar com o andamento das apurações. Nota da defesa A defesa informa que está adotando todas as medidas judiciais cabíveis para esclarecer os fatos e restabelecer sua liberdade. Ela é primária, tem bons antecedentes, não cometeu nenhum crime anteriormente. Em relação a viagem marcada para o Rio de Janeiro a passagem havia sido comprada antes de qualquer intervenção policial, era uma viagem a passeio para o feriado de 4 de junho. Ela não cometeu crime utilizando violência ou grave ameaça. A defesa reforça sua confiança na justiça e na correta aplicação da lei, ressaltando que sua cliente colabora com as autoridades e possui plenos vínculos com o distrito da culpa, não havendo qualquer necessidade da medida cautelar extrema que lhe foi imposta. Estamos falando de um inquérito policial em andamento, que sequer ainda há denúncia (Ministério Público ainda vai ter que analisar e oferecer). A vítima tem divulgado a imagem da acusada que ainda não teve denúncia oferecida e sequer foi condenada (por enquanto antes da condenação falamos na presunção de inocência). Estão divulgando que foi um “rombo milionário” e não é o caso, se falamos de R$ 200 mil, não é milionário. Por respeito ao sigilo processual e à ética, a defesa não comentará detalhes da investigação, aguardando o julgamento dos pedidos de liberdade. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/06/12/veja-o-que-se-sabe-e-o-que-falta-esclarecer-sobre-o-caso-da-funcionaria-suspeita-de-desviar-r-200-mil-de-loja-em-goiania.ghtml


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